Instituto de Psicologia

Milton H. Erickson

Juiz de Fora

Lugar de crescimento e aprendizagem.

 

Descobrir o Papai Noel.

Suzana Maria de Paula Mendonça

Dezembro/2021

 

Quando criança,ela se perguntava: porque o Papai Noel não trazia o que as crianças pediam. O menino se sentia decepcionado e constrangido com um presente sem graça e sem ganharo que queria. A menina descobre o significado das palavras tristeza, desapontamento e decepção, naquele exato momento. Quando abrem os presentes deixados pelo bom velhinho, só perguntas inquietantes sem respostas. As crianças se entreolham e se calam. A menina numa vã tentativa, pergunta sobre os bonequinhos e o chama para brincar, e o menino de olhos cabisbaixos, se nega, prefere ir se deitar.

Os próximos natais talvez não tenham sido muito diferentes. Mas, as crianças crescem, se tornam adultos e geram outras crianças. Inicia o processo de fazer diferente.

Instala-se um novo e verdadeiro pensar natalino. As ações são então diferentes. O momento é de lucidez, o trabalho é a real fonte de ganhos, o caráter e a moral se fazem presentes nos valores, desde a familia aos altos comandos. As pessoas agem com compromisso em zelar pela natureza, pelos incapacitados, pobres e idosos, com justiça. A caridade é o natural. O respeito é reciproco e assim, a sociedade renasce e faz jus ao espírito do Natal.

Natal todos os dias seria a resposta comportamental exata que todos gostariam de ver, ouvir, sentir.Mas ainda não se fez real.

Independe da religião ou seita que professa, importa o que é unânime e necessário. Amor, paz, igualdade, fé, respeito e humanidade.

A menina se frustra por não conseguir que sua bandeira seja vista e honrada, o menino persiste no desejo de ganhar o que pede. Ele deseja que o Natal se faça no verdadeiro espirito e com significado individual, que é o peculiar aos homens.

O Natal continua como possível para cada um. Os votos de boas festas com muita luz, paz e tudo o que um ser humano necessita, acompanham os votos, as preces e os poucos serviços de alguns.

Ao mesmo tempo, esse mesmo Natal inspira e espera o que parece sonho,mas pode um dia se tornar a realidade de um sonho de Natal.

As famílias por estarem juntas o ano todo, não importa como, planejaram uma confraternização. Eles visaram com fácil acesso, atender aos mais antigos das famílias. É uma reverência àqueles que precisam ser honrados. União verdadeira com todos que podem estar para brindarem mais um ano de um Natal familiar. Agora, com espirito de alegria, partilha, exemplos e continuidade. O menino e a menina se juntam na proposta. 

 

Compreendendo Melhor a Depressão

Dr. David Pereira Vaz CRP: 26673

Novembro/2021

 

A depressão tem se tornado um grande problema no mundo todo, e um problema que ainda está crescendo em todas as faixas etárias. Está atualmente classificada como a quarta condição mais debilitante no planeta (atrás das doenças de coração, câncer e acidentes de trânsito). Debilitante no sentido de perda de qualidade de vida, sofrimento humano e problemas de saúde e sociais. Ela é definida como um transtorno de humor. E inclui uma diversidade de sintomas cuja intensidade varia de leve a grave. Sintomas, que podem variar de uma pessoa para a outra. E ainda que seja caracterizada como um transtorno de humor, os sintomas da depressão afetam muitos aspectos diferentes da vida de uma pessoa que vão além do humor. Esse transtorno pode afetar de forma negativa sua saúde física (como alterações no padrão de sono, nível de energia, desejo sexual, mudanças no apetite e aumento de risco de outras doenças, como as cardiovasculares), reduzir a motivação, prejudicar a concentração, causar danos aos relacionamentos com os outros, diminuir a produtividade no trabalho e leva-la a desenvolver uma visão geral negativa sobre a vida.

Infelizmente, em casos mais graves, muitas pessoas escolhem o suicídio como solução permanente para um problema temporário. Na minha experiência de doze anos de clínica, jamais atendi alguém que realmente desejasse a morte. Obviamente, que não querem acabar com suas vidas, mas sim, dar o fim a sua dor.

A depressão pode fazer a vida parecer desinteressante e até mesmo como um peso difícil de carregar. É o transtorno de maior prejuízo social; prejudicando os relacionamentos, principalmente com família e amigos. Ela também é socialmente contagiosa; pessoas deprimidas podem influenciar outras, como pais a seus filhos, e interfere na sociedade como um todo, onde outras pessoas são afetadas quando pessoas deprimidas tem comportamentos destrutivos e antissociais. E a seu favor, a depressão tem o fato de estar entre os transtornos mais tratáveis na área da saúde mental. Um bom tratamento funciona.

Para ser diagnosticada, uma pessoa deve apresentar um mínimo de cinco sintomas que persistem pelo menos há duas semanas. Dentre esses mínimos cinco sintomas, dois necessariamente devem existir: o humor deprimido a maior parte do tempo e a perda do interesse e/ou prazer pelas atividades do dia-a-dia. Acompanhados por estes dois, os sintomas mais comuns são: transtornos do sono, fadiga, problemas de apetite, perda do interesse sexual, dificuldades de concentração e de tomar decisões, sentimento de tristeza, perda de motivação para fazer as coisas, sentimento de vítima, inatividade, perda de esperanças, dificuldade em realizar tarefas simples e cotidianas, falta de energia; a pessoa pode sentir-se a maior parte do tempo cansada,  visão negativa de si, das pessoas, do futuro e da vida de modo geral e até mesmo pensamento de morte ou suicídio.

Entretanto, como você se sente a respeito de sua vida é mais importante do que atender aos critérios oficiais. Se você está sofrendo, e suspeita estar deprimido, não precisa de critérios para tornar isso oficial, você pode apresentar suas preocupações a um profissional qualificado para avaliação e possível tratamento. 

Não existe um gene da depressão. Ela não tem uma única causa. Ela é uma doença biopsicossocial por apresentar componentes biológicos como, vulnerabilidade genética, condições de saúde física ou drogas; psicológicos, devido ao estilo de vida que a pessoa leva, o modo particular como ela pensa, lida e reage às experiências da vida e sociais que pode incluir a perda de um ente querido, separação ou término de romances, desemprego, solidão, estresse.

Algumas doenças que podem estar juntas com depressão são: transtornos de ansiedade, transtornos relacionados à substancias químicas (álcool em especial e outras drogas), transtornos de personalidade, transtornos alimentares (bulimia e anorexia), condições físicas (algumas doenças). Alguns medicamentos podem gerar a depressão como um efeito colateral; os mais comuns são as drogas usadas para o tratamento de problemas cardíacos, os corticosteroides, os anticonvulsivantes, alguns para dormir e outros usadas na quimioterapia do câncer.  

Ilude-se quem pensa que o uso de bebidas alcoólica ou drogas ilícitas irá ajudar. Na verdade, enquanto pensam que estão “escapando” da depressão, estão afundando cada vez mais nela.

Para fechar essa primeira matéria, vale lembrar que depressão não é frescura, sinônimo de fraqueza, mau caráter, preguiça ou coisa parecida. Ela é um problema grave que deve ser levado a sério.E ressaltar que, o mais importante é o que você pensa sobre si mesmo e sua qualidade de vida. Se você está persistentemente infeliz consigo mesmo e com a vida e sente que nada que fizer irá melhorar as coisas, então pode ser uma boa ideia dar alguns passos no sentido de ser avaliado por um profissional ou talvez obter ajuda para que sua vida tome um rumo mais positivo.

Antes do fechamento de toda a matéria, ainda falaremos sobre o papel de medicamentos, as psicoterapias mais indicadas, como escolher um bom profissional, considerações sobre cura, quais são as pessoas mais vulneráveis, suicídio, dicas para combater e prevenir, entre outras questões.  

Neste primeiro artigo da série “compreendendo melhor a depressão”, dissemos sobre: O que é a depressão, diagnóstico, sintomas e suas causas.

 

Nossas perguntas!

 

Diretores DO INSTITUTO DE PSICOLOGIA MILTON H. ERICKSON DE JUIZ DE FORA.

Outubro/2021

 

Para este mês que se inicia, pensamos em algo mais instigante.  Diante de tantas oportunidades de lives, cursos, conversas informais e, claro, cada um a seu modo aprendendo muito, então pensamos em fazer algo diferente dessa vez. Gostaríamos de ressaltar que, mesmo fazendo as mesmas coisas que os outros, cada um pensa, absorve, entende, processa, sente e inova de maneira individual. A forma como experiencia o momento, o ambiente, o contexto, o tempo, as atividades laborais, o descanso, as relações e a distração, são alguns dos fatores diferenciais. E foi pensando em tudo isso que deixamos algumas perguntas para estimular as suas possibilidades de solução como as atividades físicas, as músicas, as tarefas de casa, as ligações, as vídeochamadas, os aprendizados novos para explorar as habilidades, a freqüência com que executa, as conquistas, as retribuições e etc.…até os novos hábitos e a percepção da nova realidade. Essas são algumas das viabilidades mais utilizadas. Gostaríamos de saber de cada um dos nossos leitores como estão trabalhando nos aspectos abaixo:

 

1.O que você aprendeu durante a Pandemia?

2.Como está trabalhando o seu autocuidado?

3.Você reconhece algum aspecto em que foi afetado pela Pandemia?

4.Como você administra o seu tempo?

5.Você precisou de muita ajuda?

6.O que de bom pode fazer para si e para outros, agora que pode dar continuidade?

7.Quais foram seus sentimentos fortalecedores durante a Pandemia?

8.As suas prioridades mudaram?

9.Quais as suas vulnerabilidades atuais?

10.Que mensagem positiva gostaria de compartilhar?

11.Você sabe listar seus recursos desenvolvidos durante a Pandemia?

12.O que mudou para você até agora, desde o início da Pandemia?

13.Quais são os seus planos para pós-pandemia?

14.Quais os sentimentos mais frequentes desde o início Pandêmico até agora?

15.O que realmente importa em momentos como esse?

16. Quais foram as suas maiores reflexões e quais suas conclusões?

17. Em que pode se desenvolver em termos de relacionamentos?

18. Pelo lado positivo da pandemia, quais as lições e os pontos positivos para você?

19. Como você se reorganizou? Ou está se reorganizando?

20. O que pode desfrutar e que não desfrutava?

21. O que passou a perceber e antes não percebia?

 

 

 

Indicação de leitura:

Livro: Em harmonia com a natureza.

Autor: Eckhart Tolle.

Editora Sextante.