Instituto de Psicologia

Milton H. Erickson

Juiz de Fora

Lugar de crescimento e aprendizagem.

 

 

Segue mais um ano...

 

Que bom que é AG♥ST♥!

Suzana Maria de Paula Mendonça.

Agosto/2021

 

 

        Até garante ordem,sem dúvida, com trabalho e ousadia, para nós, do INSTITUTUTO DE PSICOLOGIA MILTON H. ERICKSON DE JUIZ DE FORA, que comemoramos mais um ano de trabalho, esforço, amor e respeito pelos que conosco compartilham ou compartilharam seus preciosos tesouros internos e externos.

É com afeto generoso e olhar sensível, que trabalhamos ostensivamente para contribuirmos com um mundo equilibrado, amável,construtivo e mais humano.

Numa busca incessante por trabalharmos a nós mesmos como pessoas e profissionais é que compartilhamos com alegria a nossa trajetória. Neste mês, de agosto de 2021, comemoramos 18 anos de trabalho. E é com satisfação, pelo que temos recebido de retorno pela nossa atuação que continuamos. Expressamos profundo agradecimento a todos, que direta e indiretamente, contribuíram e contribuem para nosso aprendizado, que também é o nosso foco. Desde o dia 22 de agosto de 2003, quando ocorreu oficialmente a nossa inauguração, com pessoas que compõem o quadro da diretoria, nossa jornada tem construído histórias. Histórias individuais, histórias em conjunto, histórias que se cruzam e, todas elas, geram e inspiram outras histórias. ( até aqui para parteda frente)

Siga-nos no item biblioteca desse site e desfrutem de algumas histórias.Colocar abaixo

Daqui para baixo na biblioteca.

Uma das histórias pessoais e inspiradoras...

Era uma vez um lugar mágico. Um lugar onde o dono amava e se realizava nos trabalhos com o gado e plantas. Como era de costume, levava a filha e, às vezes, uma amiga dela para passarem uma manhã com ele, naquele pequeno e singular local.Lugar que sempre rendeu muitas aprendizagens a quem teve a feliz oportunidade de estar com ele.

Eram tantas aventuras e brincadeiras... tomar leite que saía direto da vaca para a caneca, que era levada embrulhada com açúcar e chocolate. Era apanhar folhas de taiobas que eram tão grandes que tinham que ser vistas para serem criveis. Elas subiam nas porteiras para balançar no ir e vir delas. Escovar bezerros para tratá-los e, ao mesmo tempo, superar os medos. Sujar os pés na lama do gado para poder se molhar na bica, no frio congelante das manhãs. Assar o milho para comer e aprender como arrancá-lo do pé. São tantas histórias e sorrisos que as madrugadas precedidas das datas para irem, eram ansiosamente esperadas e apressadas.

  E a mais bela história de hoje dentre as várias, foi quando muito pequena a menina ouviu o pai lamentar o tamanho do galho arrancado de forma desnecessária do pé de limão, por conta de poucos limões obtidos como resultado do apanhar. Então ela, com um graveto e água da bica, faz umacova razoável no chão e planta aquele galho sofrido. E por lá ficou algum tempo. Numa bela manhã, como comportamento de rotina, o pai dela se senta na pequena escada da porta da sala da casa e olha o pé de limão. De imediato, relembra que a filha o chamou para vê-lo plantado.Percebe que estava brotando. Então, carinhosamente, ele finca estacas em torno do pé limão e, às vezes, o molhava, em tempos de muita seca. Ele se recorda do fato de ensinar, naqueledia, queé isso mesmo, devemos plantar sempre, tudo. Flores, frutas, tudo que enfeita ou come. E acrescentou:  “você também tem mãos boas para plantar”. Passa o tempo e um belo dia ele colhe limões, não muitos, alguns de tamanhos médios e meio verdes e os leva para casa e, chama por ela e diz: “olha! São limões de seu pé de limão. Vamos tomar uma limonada para comemorar. ” Ela fica eufórica. Faz a limonada, tomam e concluem que era o melhor limão, a melhor e mais saudável das limonadas e o maior feito da menina. Na semana seguinte, ela foi até lá para ver o seu pé de limão. Não muito alto, não muito farto, não muito apropriado ao local. Ele fora plantado exatamente em frente a porta da sala da casa. Por vezes, atrapalhava a entrada e saída de pessoas e coisas.  Por alguns bons anos,colheram os limões mais especiais de todos os limoeiros. 

Mais uma história...

Sabe-se que é importante os irmãos mais novos respeitarem os mais velhos. Está descrito nas leis sistêmicas.

Era uma vez um irmão mais novo que era muito ligado afetivamente a sua irmã mais velha. E o afeto continua e dão risadas até hoje quando se recordam juntos fatos do passado.Os dois se sentavam nos degraus da escada interna e ela,o ensinava carinhosamente a chupar o dedo polegar.

Por lá, eles ficavam. Quando a necessidade de carinho, afeto e reflexões surgiam, eles iam ao lugar especial para chuparem o polegar. Enquanto as coisas, situações, ou questões pessoais internas, se resolviam...

E mais uma história...

Durante as aulas de um dos cursos de Formação de Hipnose em Abordagem Ericksoniana, ele, o aluno exemplar, assíduo, atencioso e criador de excelentes metáforas, questionou um dos tópicos da matéria lecionada, e conclui: “quer dizer que se eu utilizar todos esses elementos da linguagem da hipnose em um único transe, estou dando tiro para todo lado? ” Foi um momento de descontração, muito riso, e, ao mesmo tempo, motivo de despertar aprendizagem, estabelecer a conexão entre os conteúdos,a compreensão do conjunto. Sempre gostamos de contar e relembrar este fato, ressaltando a metáfora, quando nos referimos aos elementos da linguagem da hipnose ericksoniana.

 

 

 

DESAFIOS  aTUAIS, dE oNDE vEM e aTÉ oNDE vÃO, cOMO eNCONTRO pROPOSITADO.

 

 Suzana Maria de Paula Mendonça.

Julho/2021

 

Ninguém nunca não deixou de experimentar desafios. Os maiores ou menores, entendidos como desafios ou não, compreendidos como chamados ou mesmo não vencidos ou superados, e aqueles, vencidos sem se dar conta do tamanho, da complexidade ou da própria necessidade. Claro que para cada etapa vencida, um estímulo a mais, um reconhecimento de força a mais, uma constatação de uma competência ou uma habilidade e, sempre a mais. Força, vontade, impulso, escolha, propósito ou qualquer outro nome que se queira dar,mas sempre um amais para aquele determinado desafio ou porque não, paratodos.

Podem ser os desafios um estímulo para estar atento aos propósitos de vida ou dentro dos propósitos de vida estão inseridososdesafios? Não sei, quem sabe, pode ser. A relação é entre a disposição e a percepção das necessidades e possibilidades e também,da naturalidade que se passa a ter ao se ver compelido a lidar com os desafios, assim como saber dos propósitos ao estar na vida. E estar na vida sem desafios é utopia. Estar na vida sem propósitos, é desperdício. Estar na vida sem se saber capaz é negação e estar na vida sem desfrutar é castigo de si para si mesmo. E ninguém não quer não ser capaz de não desfrutar da vida. Os propósitos por mais diferentes que sejam, estão embutidos do desejo de vencer,de superar, de equiparar-se com os adversários, com os problemas, com as dificuldades, com as competições saudáveis, com o ser capaz de usufruir. Tudo isso, disponibilizados por esse tempo que escolhe estar ativamente participativo neste contexto chamado vida terrena. Estar vivo e ser terráqueo, esta é a premissa. Viver, apreciar, deleitar-se, permitir, executar.

Todos têm propósitos de vida. Uns não sabem que tem, outros não sabem qual é o deles, alguns estão construindo e burilando-os sempre e, muitos os tem claramente e sabem que dentro do propósito está o ser capaz de desapegar, o inserir o outro, o partilhar. Partilhar tempo e presença, bens materiais e humanos, preces, habilidades e serviços.  Serviços claros ou ocultos. Daí poder descobrir quais os desafios próprios e quais os propósitos cada um se desafia. E isso não é na atualidade, não é por conta do momento social, político, espiritual, pessoal ou material, isso é porque todos os seres humanos precisam ter claros os propósitos pessoais e trabalhar em consonância com eles. Desde que o mundo é mundo.  E vale ressaltar ou recordar que enquanto há vida, há esperança, há tempo, há possibilidade, há necessidade e há o seu querer.

Imagine agora você tomando uma respiração profunda, deixando o ar fluir no ir e vir até que sua respiração permaneça tranquila, normal, saudável e você fechando seguramente seus olhos para o externo e mantendo-os amplamente abertos para dentro si. Acesse toda sua força interior armazenada e tendo a mente inconsciente como guardiã dela e, ao mesmo tempo, sua mente consciente tendo seguramente o acesso liberado pela mente inconsciente para serem trazidos à tona conscientemente, porque utilizar a força interior para propósitos e desafios pode facilitar o exercíciosaudável deles e o seu desfrutar pleno da vida. Ao se despertar pela manhã, poderá se lembrar de manter vívidos quais são os seus propósitos e executá-los naturalmente com capacidade para apaziguar o que for preciso para se reconhecer profundamente vencedor. Respire, constate, pratique se for bom para você.

 

REFLEXÕES DO MOMENTO

 

 

Suzana Maria de Paula Mendonça.

Junho/2021

 

Vou iniciar fazendo uma citação do livro A Arte da Guerra, quando Sun Tzu diz que: “não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso,você precisa ver o que não está visível”.

Estamos sim em guerracontra um vírus mortal, invisível a olho nu e devastador para quem duvida dele ou se descuida. E não há quem não esteja não informado, porque ele já espalha o pior de cada um ao sugar as forças, a fé e a própria esperança.

A extensão se adentra do indivíduo às famílias, nos trabalhos e em todas as esferas.

E ao iniciar o inverno, muitas pessoas se preparam para agasalharem o frio do corpo. Não há quem não sinta ou não seja frágil diante da fria estação.  É por isso, que se iniciam as campanhas de agasalho e a distribuição de sopa. Na atualidade, tudo e todos se tornam vítimas de uma Pandemia e de suas desastrosas consequências.  Mas, o mais trágico e gélido do inverno, é o da alma, o do coração que só são lembrados em determinadas épocas.

Em todo tempo, encontramos pessoas que precisam de auxílios, e de todos os tipos, diante do vírus, nos toca a possibilidade do exercício contra as aparências ou o discurso da vaidade interior. E sabemos que não é fácil sair desse invólucro por tantos anos experienciados e treinados, que somos desde muito cedo. Mas, há agora, uma oportunidade de se trabalhar, de enfrentar e modificar cada uma das estruturas   internas que podemaquecer o corpo e a alma, saciar a fome física e do espirito, restabelecer a esperança aos olhos daqueles que nos apresentam o outro lado de uma realidade triste e lamentável. Por outro lado, há pessoas que estão trabalhando energicamente para ajudar em todos os aspectos necessários, fazendo, buscando, criando e não podemos negar ou suprimir os que estão em constantes orações.

Se cada uma faz o pouco ou o pequeno que pode, então o amparo amplia, porque na rede de um beneficiar o outro, há espaço e solidariedade a todos. 

O distanciamento físico é necessário, as normas de higiene se instalaram para ficar e assim também podem ampliarem as ligações, os recados, as chamadas de vídeos e qualquer outra ação que diminua o distanciamento, até mesmo as doações e prestações de serviços gratuitos.

O momento se torna convidativo às reflexões da individualidade, das ações sociais, das propostas internas e dos recursos que estão disponibilizados dentro de cada um e, agora, evocados para atuarem em ganhos próprios e estendidos aos outros.

Termino citando o mesmo autor e no mesmo livro: “as oportunidades multiplicam-se à medida que são agarradas. ”

 

 

 

Indicação de leitura:

Livro:  As cinco linguagens do amor.

Autor: Gary Champman.

Editora Editora Sextante.